Lembro de ser pequena, -em idade obviamente, o meu metro e sessenta e dois nunca me impediu de nada, e só tomei consciência de que seria pequena quando me comparei, em altura, as miúdas que me acompanham habitualmente: a roçar o metro e setenta; adiante - e ansiar pela abertura do bombom que traria uma sentença de vida, (fui sempre muito exagerada!). Este ano, o trasacto!, o passado voltou a mim, nas mais múltiplas formas e eis que dei por mim a ler os papéis e perceber que essas sentenças não acrescentam nada de significativo, como qualquer pequena publicação à venda na Fnac que teimamos em folhear. À reter, que nem todas têm traduções em português, o que deveria ser obrigatório para ser comercializado e que algumas traduções são péssimas, senão vejamos:
" Sabemos dizer menos a quem mais queremos " , os nossos irmãos espanhóis recebem: " A quien más amamos, menos sabemos decírselo " *. Suponho que a filosofia de vida seja diferente consoante o país.
" O homem goza da felicidade que experiementa, a mulher da felicidade que dá". P.C. De Laclos. Ahh?! Machista, isto só podia ter sido escrito por um homem de séculos passados, e para não ser de todo preconceituosa lá fui ver a biografia do senhor: não me enganei acerca das datas: 1741-1803, "tão escandaloso quanto o marquês de Sade..."
*Provérbio chines.